sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal-RN-Deth Haak fala sobre a PAZ






Deth Haak é cheia de energia
e sensibilidade.Seu título mais precioso é o de "Poetisa dos Ventos",mas é Embaixadora de Poetas del Mundo no Estado do Rio Grande do Norte.
Mora nele ,em Natal, onde eu propria não estou,e não a conheço pessoalemmnte , exceto pela Internet, pela Poesia, pelos e-mails trocados.

De vez em quando , deixo um recadinho, um comentário,nas fotos que posta em vários espaços.Às vezes, comento as fotografias com trova, sei que ela ama o gênero.
Recentemente, ingressou na Academia de Trova do Rn, na qualidade de Acadêmica, portanto, torna-se imortal também através da Trova.Neste ano, poetas do Rio Grande do Norte convidaram-me a ser membro correspondente.Então, fui ver nos meus velhos guardados e encontrei meu certificado de 1968, quando eu entrava na casa dos 20 anos- também presidi a UBT de Juiz de Fora.

Os trovadores, netão, me disseram que eu já era mesmo da ATRN-e vão agor , enviar-me um certificado mais moderno, pois a lira que ilustra seu brasão, tem agora novo design.Aguardo e parabenizo Deth, com alegria e reconhecimento.

Seu poema abaixo,recebi-o dela,mas depois perdi-o entre os "n" e-mails que entraram, antes mesmo de comentá-lo.
Encontrei-o há pouco,no site "Literatura Periférica" e tansporto-o para cá, pois merece releituras.Destaco ainda a foto , com crédito do Marcelo Oliveira.

Aprecio o trabalho de fotógrafos, amadores ou profissional que andam pelas cidades, sentinelas do tempo, a registrar casuísticas e a cidade viva-o belo e o terrível.

Da mesma forma aprecio os poetas que registram a beleza sob sua estilística,mas também mostram um outro lado, que além de tranportar no berço de palavras, a beleza de per si, com suas metáforas,metonímias e aliterações ,
assinalam as tristezas sociais, suas mazelas, como se fossem,seus pemas,chamadas
para as mudanças que devem acontecer no social.

É preciso ouvir a voz de certos poetas.E Deth Haak é uma delas : onde etá, seja no Brasil ou no Exterior, é porta voz de brasilidade, paixão, sensualidade e ventos outros...

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Belo Horizonte,MH
Diretiora Regional do inBrasCi

Em Tempo de Paz.

DETH HAAK


Contemplo o presépio na noite silenciosa
Onde simplesmente a cadente brilha
Do ocidente ao oriente...
Vejo os homens de boa vontade
Fazerem renascer o irmão que vive
Nos corações clementes da humanidade
E repensando as dores do mundo,
Revejo as muitas crueldades
Circundadas no quadrante telúrico.
E assim, crucifico a injustiça,
Causada pela guerra que nos assola
Sentindo cravar na ira, os espinhos
Das flores já sem corolas...
Oro, contemplando da noite silenciosa
O céu que cobre de nuvens
O brilho ofuscado de meus olhos
Que as lágrimas embaçam.
Então é Natal...
Felizes... Só os que têm pão pra repartir!
Pinto a cena da manjedoura em um viaduto
Fétido onde vivem os deserdados de amor
Órfãos da boa sorte
Esboçando nas marquises a ultima ceia
Dos que sepultaram os sonhos,
Dormitando nas caçadas do desalento
E ao final, assino esse verso,
Com a palha de telhados desprovidos
De colunas que os sustentem;
Pedindo ao menino Deus
Não deixar morrer em nós a esperança
De divisar a igualdade e a fraternidade
Adentrando no orbe da boa nova
A iluminar os homens, em tempo de Paz...
Feliz Natal pra todos!

24/12/2009

Deth Haak
“A Poetisa dos Ventos”
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do-RN
Cônsul Poeta Del Mundo – RN
Círculo Universal dos Embaixadores da Paz
Geneve-Suiça

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E aqui, um poema que ofereço a ela e ao fotógrafo, mas também aos leitores outros:

Todos Nosotros

Na calçada de cuidadoso desenho,
passa alguém limpo , de tênis bem branco,
calças jeans na moda, talvez a passear
- talvez recém saído de um banho restaurador.
Passa em frente à pessoa que dorme
como se estivesse morto,
cabeça coberta, para , numa defesa do ego,
reduzir as horas do dia.
Talveztenha passado a noite em claro,a salvaguar-se de perigo eminente.
É adulto? Adolescente? Homem ou mulher?
O lençol imundo já conheceu dias de estampa floral ...
Alguém perto dorme debaixo de um cobertor vermelho.
Talvez o transeunte tenha prendido a respiração,
pois a falta de banho muitas vezes deixa fétidas tais criaturas de Deus
tão humana quanto eu, tu, o os parentes teus,
os filhos meus, os amigos e conhecidos de nossa condição social.
Nossas lixeiras transbordam de alimntos descartados
pelo tipo de nosso apetite,
pelo número e convidados que ceiaram alegres, fartos de sortimento e delícias.

Essa pessoa escondida num casulo, não é a ninfa que em breve
voará ,borboleta colorida.
Ela dorme enquanto um teimoso coração pulsa,
uma respiração abafado em gás carbônico, acontece de quando em vez.
Teria ido dormir com fime?
Terá sonhado com nuances de seus desejos humanos,
ou sofrido pesadelos?
Essa criatura-também fruto de um Criador- um dia já foi filha de alguém.
Talvez seja genitor, marido ou mulher de outrem,mãe sem filho para amamentar
ou um idoso abandonada ao azar de nã ser mais amado...
talvez um deficiente,
talvez um louco...
-Gente como a gente...

Sim , talvez em breve lhe nasçam asas transparentes
e ela possa se libertar
das calçasdas
-e voar...

Clevane Pessoa

(Para Deth Haak e Marcelo Oiveira.no Dia de Natal de 2009)

Belo Horizonte, MG-Brasil.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

ARGENTINA-En La Casa de la Lectura,LANZAMIENTOS DE TROPOFONIA EDITORIAL-Joaquim Palmeira-Sebastian Moreno Y Laia Ferrari

Se4bastian Moreno e laia ferrari, em trbalho conjunto com Wilmar Silva, lanmçaram o TROPOFONIA, onde entrevistam pessoas li8gdas à oralidade e as interpretações da palavra-escrita e falada.

Na rádio da RFMG, com o programa TROPOFONIA, agradaram em cheio, tendo o programa cito se tornado uma referência na capital miniera, aqui no Brasil.

Em performances, recitais e saraus, apresentaram-se, angariando simpatia e muito bom índice de aprovação.Sebastian, traduziu livros de Wilmar e o trio, nesse momento, encontra-se na Argentina, para a extensão de um braço do TROPOFONIA.

Veja abaico.

Divulgação:
Clevane Pessoa

Representante do Movim. Cultural aBrace
Diretora Regional do InBrasCi em Belo Horioznte
Vice presidente do IMEL.


Wilmar Silva (Joaquim Palmeira, em edição de Sementes de Poesia do Museu Nacional da Poesia-MUNAP, crédito da foto:Clevane Pessoa)




O intperprete e tradutor, comunicador Sebastian Moreno, em pleno trabalho.
Crédito da foto:Brenda Mars






A bela performadora e comunicadora Laia Ferrari, com os cabelos tosados





Na UFMG(Unversidade Federal de Minas Gerias, Brasil), Wilmar Silva (Joaquim palmeira), Laia Ferrari e Sebastian Moreno, entrevistam Tania Diniz, poeta de Belo Horizonte, responsável pelo Jornal Mural Mulheres emerentes, criado há 20 nos e também editora (Edições Alternativas)


TROFONIA:





No cartaz/convite, Joaquim Palmeira, performer e poeta, apresenta Câo Raivoso.





Os livros lançados:


"Después de presentarse en distintas ciudades de Brasil, Portugal, República Dominicana y Cabo Verde, el poeta brasileño Joaquim Palmeira Wilmar Silva finaliza el año 2009 en Argentina y Uruguay con la performance de poesía sonora “Cão Raiva”.
Wilmar Silva en su performance “Cão Raiva” trabaja con un lenguaje de invención sonora y física.

Su poesía presenta elementos de una no-lengua, una lengua artificial donde la lengua portuguesa mezclada a dialectos de una no-gramática se torna un diccionario de proto-lenguaje. “Cão Raiva” revela a través del cuerpo y la voz del poeta y performer Wilmar Silva, una experiencia que trasciende la realidad a partir de la realidad. “Cão Raiva” es una política de ocupación de la palabra y la no-palabra para reflexionar sobra la lengua y la poesía, llamando la atención para una poética que es un ensayo en vivo sobre el arte-poético y la realidad humana.

Entrada libre y gratuita
jueves 17 de diciembre, 19:30 horas. La Casa de la Lectura, Lavalleja 924.

LANZAMIENTOS DE TROPOFONIA EDITORIAL

DOS GOTAS y un impermeable, de Laia Ferrari y Sebastián Moreno

Lágrimas en el Lago de Púrpura / Estilhaços no Lago de Púrpura (Edición Bilingûe brasilero-argentino), de Joaquim Palmeira Biotraducción Sebastián Moreno

WWW.TROPOFONIA.COM.AR

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

LLobus fala de SOLIDÃO







LLobus em performance, solta ao mundo seus versos irresistiveis eessenciais (julho/2009-Belo Horiozte, Restaurante D.Preta...


SOLIDÃO


às vezes, passo em preto branco... como cena entrecortada

não desenho cores, não parto palavras,

e me perco sempre pelo silêncio das estrelas



trago, de uma vez só... a noite inteira



notas caiem

e o mar ressoa calando o tempo...

i eu... aqui, agora.



a mente suspira... o silêncio empoleira sobre os olhos

nada mais é pressa

nada mais é eu...



pés pequenos correm sobre areias

e me vejo nas memórias de outra vida



um vento resvala, levanta um plástico

este, se perde comigo quando se transforma... pipa





às vezes quero beber o mar... antes que ele me traga





salpicam gotas esculpindo pequenas valas... profundas valas

e o jeito do mundo muda de cor





assim,



retiro a bandeira deste deserto de falas,



olho para trás...



e não há mais nada.

Marco LLobus(*)

(*) Marco Antonio de Melo Rodrigues, Poeta, Presidente da Rede Catitu de Cultura, Artista Plástico, Fotógrafo, webdesigner...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ciclo de Estudos Sobre Arcadismo encerra-se brilhantemente na AFEMIL



Angela Togeiro, que discorreu de forma interessante e apropriada sobre santa Rita Durão e prendeu-nos a atenção com os protafgonistas caramaru e Paraguaçu, além de ler a parte mais bela do poema, sobre a morte de Moema.


A Acadêmica Maria Inês Marreco, que apresentou de forma segura e clara, o árcade Basílio da Gama


A linda bandeira azul da Academia Feminina de Letras, cuja Patrona é Santa Clara.
Na quarta feira 25 de novembro, a Academia Feminina de Letras-AFEMIl, encerrou uma série de estudos sobre os aArcades-como se sabe, o Arcadismo Brasileiro teve lugar em Minas Gerais e os poetas inconfidentes ( do Movimento Inconfidência Mineira) aí se encaixam.

As palestristas foram chamadas pela preleção de Elizabeth Rennó, que na semana anterior falara sobre o inconfidente Tomaz Antônio Gonzaga ( e sua companheira foi a presidente Emérita Cely Vilhena Falabella, que comentou Alvarenga Peixoto) Presidente interina.
Elizabeth exerce as funções da presidência, enquanto Conceição Abritta se encontra nos I Juegos Florales del Caribe ) . Ela ressaltou o quão foi positiva a experiência e fez um apanhado sobre o Arcadismo em si.

Recém eleita Segunda Vice Presidente da AFEMIL, Angela Togeiro, com segurança, falou de sua pesquisa sobresanta Rta Durão e sobre o poema Caramuru.

Depois de sua fala, respondeu a algumas perguntas e considerações.

Lembrei que Catarina Paraguaçu tem deu retrato pitado na Igreja da Graça, em Salvador, onde está vestida de dama antiga da Corte portuguesa, mas usa um belo cocar e que quando falou sobre a flora brasileira à rainha, foi a primeira brasileira a divulgar a nossa farmacopéoa, pois quando apresenta agumas espécies, fala da Erva de São João,que depois de estudos na Alemanha, entra , quase quinhentos anos depois da descoberta do Brasil, em fórmulas contra a depressão, alopáticas, depois de manipuladas e usadas em farmácia natural e homeopatia :trata-se do componente essencial, o Ipericum.

Maria Inês teceu cosiderações interessantes, em especial sobre as relações de poder entre o Marquês de Pombal e o poeta que escreveu sob encomenda seu poema mais importante Uraguai, contra os jesuítas seus antigos mestres, depois de haver composto um epitalâmio para as núpcias da filha do Marquês (*), que , a partir daí, livra-o do degredo e de quem se torna secretário.

Após discorrer sobre o árcade e sua lavra, Maria Inês Marreco tracou interessante colóquio sobre o caráter subserviente do poeta- cuja poesia o livrou de tornar-de degredado na África.

Após a sessão, fotografei as duas palestristas.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Cadeira 05- Cecília Meireles -AFEMIL



(*)" Epitalâmio às núpcias da Sra. D. Maria Amália"

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domingo, 22 de novembro de 2009

AFEMIL- Discurso de Posse-Clevane Pessoa-Cadeira 05-Cecília Meireles


Cecília meireles, óleo
o de Arpad Szenes.A tela chama-se "Poesia".E ela o foi, por inteiro, a própria Poesia...


Numa das tempestades de outubro, a energia acaba e escrevo à luz de velas...



Belo Horizonte, novembro de 2009-11-17
Desenho de meu rosto.Foto de Eloá,em Brusque, Santa Catarina, III Jogos Florais,novembro de 2008, logo após minha eleição pra a AFEMIL.

Discurso de Posse, Cadeira 05, Cecília Meireles


Sra.Presidenta da Academia Feminina Mineira de Letras, Conceição Abritta[em viagem , na data de 18/11,para os I Juegos Florales el Caribe, foi reresentada por Elizabeth Rennó], Presidentes Beneméritas, Acadêmicas, Autoridades e Amigos presentes.

À frente das pessoas que aqui se encontram,estou na posição de quem assume um compromisso de alma e de razão.Com imensa alegria, há um ano, soube por minha amiga a Acadêmica Ângela Togeiro, Cadeira Anita Garibaldi, que fora eleita para a Cadeira número 05, Cecília Meireles - através de um telefonema.Cantou-me o coração em júbilo porque durante toda a vida, a poeta esteve presente em minha vida de menina declamadora, de professorinha normalista, de literata, de resenhista, de jornalista, de psicóloga, em ludoterapia e psicoterapia, sempre cita em palestras, conferências, workshops-mas sobretudo, esteve presente em minhas leituras, para meu deleite .

Quero agradecer às pessoas que votaram em meu nome, certamente mui influenciadas pelo discurso detalhado sobre mim escrito por Ângela Togeiro-do qual gostei tanto que ele está presente em um de meus livros, publicado logo depois , chamado Olhares, Teares, Saberes-“A Poética do Olhar”, escolhido pelo editor, o poeta catarinese radicado no Maranhão Kiko Consulin, quando o mandei para seu conhecimento.A ela, dedicada e delicada, agradeço de forma especial.Agradeço também à Acadêmica Maria Laura Couy que recebeu-me com a consistência necessária a uma Presidente e ainda ,a Maria Conceição Abritta, atual Presidente desta casa, a quem conheci quando fui apresentar-me da UBR/BH .Gostaria no entanto de lembrar um nome especial para minha presença da AFEMIL: a Acadêmica Elizabeth Rennó .Certa feita, indo à Universidade Livre, fui assistir a cita Conceição palestrar sobre Florbela Espanca e Cely Vilhena sobre Sophia de Mello Breyner,poetas portuguesas , apresentadas de forma magnífica.

Após as falas, apresentei-me a Elizabeth e presenteei-a com alguns exemplares de meus livros.

Pouco tempo depois, ela telefonou-me e convidou-me para Acadêmica benemérita desta Casa.Aceitei, mas por motivos de foro íntimo,inclusive um luto, acabei por não tomar concluir a possibilidade de estar em convívio com vocês há mais tempo.. .Graças à tenacidade de Ângela Togeiro, acabei por concorrer e aqui estou.Conheço várias das acadêmicas pessoalemente e outras pela obra, inclusive muitas tiveram poemas impressos no evento Paz e Poesia ,que organizamos com os Poetas Pela Paz e pela Poesia , distribuídos a nível mundial.

Agradeço a meus filhos e noras, aos amigos presentes e à presença a nível afetivo de memória, de meus pais, que sempre incentivaram minha carreira e o desenvolvimento de meus dons.Minha mãe treinou-me a declamação e meu pai comprou todos os livros que desejei.A meu avô maestro, de quem herdei o ritmo , certamente um bom auxiliar da métrica e a meu avô jornalista , que , de forma lúdica, a ensinou para que eu começasse a escrever Poesia de forma clássica. Mais tarde, liberta de quaisquer amarras, transitei livremente por todos os gêneros literários.

Ainda quero agradecer ao Jornalista Wilson Miranda, Presidente da AMI_Associação Minira de Imprensa, por haver recentemente me convidado a integrar a Comissão de Cultura da casa, na qualidade de Consultora de Cultura.
Ele nos abre as portas e , em espcial, o auditório, a saraus, recitais de música ou Poesia, Teatro, Dança...

Espero em breve poder desenvolver para vocês, uma palestra sobre a esplendorosa trajetória poética de Cecília Meireles.Hoje, porém , pincelarei apenas alguns pontos , para que a melhor possamos senti-la aqui entre nós, nesse espaço onde o feminino irmana-se às Letras, e a palavra plana por entre o ser da mulher, das mulheres que cada uma de nós representa.Desde tempos imemoriais, as mulheres costumam reunir-se para trocar e somar.Do coletar ervas para chás e medicina caseira, dos bordados às receitas, das confidências aos partos .E, numa academia, a entretecer a suave trama de sua fortaleza , encantamento e criatividade, mesmo quando o verso, a prosa, têm um dedo acusatório ou tomam foto de denúncia social e, sobretudo a falar de amor,
Na plenitude de almas muito amplas para recolhê-lo onde quer que esteja, ou na aba do avental, ou no côncavo das mãos hábeis, ou no crochetar da poesia , no tricotar do verbo...Mulheres que escrevem, pássaros flores, borboletas ou panteras, peculiares e marcantes, femininas , mas capazes de escrever tudo aquilo que desejam.

Então, chamo minha patrona, para reapresentá-la, mesmo sendo tão conhecida.


Cecília Meireles, como eu , de ascendência portuguesa, tanto nasce , quanto passa a outra dimensão no mês de novembro.Vem à luz dia 07, em 1901, e parte dia 09,em 1964, logo depois de completar 63 anos.Depois de uma vida intensa e prolífera na Literatura , na arte, na Educação.

Seu pai , Carlos Alberto de Carvalho Meireles, faleceu três meses antes de seu nascimento .A mãe , Matilde Benevides, que perdera outros filhos, Vítor, Carlos e Carmen, vai-se quando ela era muito pequena .A avó, D. Jacinta Garcia Benevides, portuguesa de Açores, passa a criar a neta.

Cecília Benevides de Carvalho Meireles, que nascera na Tijuca, depois descreve de que forma as perdas a influenciaram:

"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.”

Ou:

“Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."

O convívio com a avó açoriana dota a menina com duas pátrias referenciais:nasce e vive no Brasil, mas conhece as histórias, poesia, canções e costumes da terra lusa, que ama igualmente .E, mais tarde, ao casar-se 1922,com o artista português Fernando Dias Correia estreita ainda mais essa dupla nacionalidade, que se não de lei, existia de fato.Com ele, tem suas três filhas, Maria Elvira, Maria Matilde e Maria Fernanda- esta, a conhecida atriz brasileira.

Aos nove, Cecília começa a escrever poemas e aos dezoito, publica Espectros(1919),de poemas considerados de inflluência simbolista, onde canta personagens históricos e notáveis, Cleópatra, Joana D”Arc, Maria Antonieta, alguns bíblicos, quais Judite,Sandão e Dalila,Jpão Batista, Reis Magos e Cristo, por exemplo, mostrando o quantos seu jovem imaginário poderia ir longe ao poetizá-los.

Depois, em Portugal, vem a lume “O Espírito Vitorioso”, um ensaio onde entretece uma apologia ao simbolismo.

Depois, não pára mais,de publicar, escrever, o que nos impressiona visto que as mulheres não tinham tanto espaço à sua época.

Cria a primeira Biblioteca Infantil brasileira, no Pavilhão Mourisco, e o marido, que frequentemente usava o perfil da esposa em seus trabalhos, decora de forma feérica e alegre esse espaço destinado às crianças-Aliás, em Poesia infantil, Cecília

Correia Dias deprimido com a difícil condição de ser artista visual, suicida-se em 1935. Mais uma vez, a morte a ronda e ela passa a lutar muita para manter as filhas.Cinco anos depois, Cecília casa-se, em 1940, com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.

Essa pessoa à frente se seu tempo, que passou grande parte de sua vida viajando e escrevendo poesia por onde passou, de Portugal à Índia, tem uma biblioteca que leva seu nome, no Chile, em Valparaíso, inaugurada em 1964.No Brasil e em Portugal, vários logradouros e salões levam seu nome.

O grande crítico Paulo Ronai considera que o lirismo ceciliano “é o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa.nenhum outro poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu preciosismo, porque Cecília só ela, se acerca da nossa poesia primitiva e do lirismo espontâneo...A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras ,belas e válidas manifestações da literatura contemporânea”.

Creio que eu mesma poderia ter dito algo similar, pois a leio e releio desde sempre, mas é bom que tal afirmativa e análise tenha partido de um homem, reconhecimento do empoderamento feminino de alguém que nasceu para cumprir essa missão de poetizar tanto, tudo e todos.Ela nos abriu , a nós mulheres que escrevemos poesias, portas, portais, espaços, com um senso de realidade forte, mas parecendo flutuar qual uma figura apaixonada e apaixonante de Marc Chagall, no entorno de nossa leitura, de nossa interpretação e olhar .

De Cecília Meireles, quando eu morava em Juiz de Fora e trabalhava na Gazeta Comercial, chegavam-me livros , que eu relia e relia.No ano de 2001, ganhei de Natal,
Os dois volumes gigantescos de “Cecília Meireles-POESIA COMPLETA”-
organizados por Antonio Carlos Secchin,que saem pela editora Nova Fronteira, trabalho de fôlego, que não deixa fora nem os inéditos da autora. A apresentação é dele, com notícia biográfica de Eliane Zagury.Traz desenho e tela de Arpad Szenes, com a poeta , cujo autoretrato vem na capa-ela também é desenhista- e muitas fotos de Cecília e intelectuais da época, avós, pais, uma festa para nosso olhar curioso.

Um de seus pequenos grandes poemas dos quais mais gosto :

4o. Motivo da rosa


Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.


Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.


Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.


E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim
.”

E para ela, escrevi, enfeixando os títulos de seus livros num oloroso buquê:


A Cecília - e Seus Livros

Clevane Pessoa

Sempre dançaste, minha Cecília,
ao sabor dos quatro elementos,
nas quatro estações do tempo...
Entre doces "Espectros"
que te povoaram a Vida,
ouviste o corvo de Poe anunciar cada "Nunca mais"
e o tranformaste em "Poema dos Poemas ".


Na casa dos vinte, dama intimorata ,produziste "Baladas para El Rei"
depois, quase aos trinta anos, fizeste uma
"Saudação à Menina de Portugal...
Convidaste a bailar,a seguir com rodopiante "Festa das Letras"!
Vestida em casaco de estrelas, em uma rica "Viagem",
tornaste consistente tua carreira de sol.

Sob o signos das águas, da feminilidade, dos sonhos e etéreas nuances,
encantaste com rua "Vaga Música" transcendental,
mesmo se abordasses temas cotidianos e simples.
Mergulhaste, pássaro marinho, no teu "Mar Absoluto", qual a cor de teus olhos d'água.
Muitos artistas fizeram teus retratos e tu mesma,
um portrait de teu rosto alegre-triste: sempre um "Retrato Natural"
de quem não usava máscaras-exceto as POIESIS...

Entretecestes leves tramas no "Amor em Leonoreneta",mostraste
as emoções nuas em em "Doze Noturnos da Holanda & O Aeronauta",
e perquisaste cada passo/verso para o o magnífico "Romanceiro da Inconfidência"
e aclaras, en/cantas, no "Pequeno Oratório de Santa Clara"
no mesmo ano de "Pistóia" e "Espelho Cego"-que talvez tenha guardado tua antiga face...
Volteias em "Canções" e poetizas tua onomástica ,no "Romance de Santa Cecília"
qual ela, deves seguir ouvindo anjos...
Alquimista, crias um "Metal Rosicler", e depois escreves teus "Poemas escritos na Índia",
doce viajeira de "Solombra"...Sempre apontas para "Ou isto ou Aquilo", tudo que conheces
é sim ou não, perdas e ganhos, desejos...E então, se fazes a "Crônica Trovada da Cidade de Sam Sedastiam"
logo te dedicas aos "Poemas Italianos", tracejas sentimentos em "Morena, pena de Amor"
e te derramas inteira pelo filtro dos teus "Sonhos"...
A andarilha das estrelas e das flores novamente revela olhares em "Poemas de Viagens",
a alma de desenhista demonstrada nos versos ágeis e levíssimos.
Intriga-te "O Estudante Empírico"e rumorejas, gloriosa, em teus "Cânticos"
e então, espiritual trancendes no "Oratório Santa Maria Egipcíaca"...

Reempetalas A Rosa, " Flor de Poemas, em suaves mas filosóficas "Elegias"
-e entre "Flores e Canções" chegas aos "Verdes Reinos Encantados"
com tua alma olorosa e luso/brasileira...

Belo Horiozonte, 16 de novembro de 2009.

Posse na cadeira 05, Cecília Meirelles,em novembro/2009,
eleita em nov 2008.

Obrigada a todos pela paciência de ouvir-me e estar comigo nesta data tão importante para minha vida .


(Cecília Meirelles nasceu e morreu neste mês de novembro

*07/11/1901 + 09/11/1964)



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Busco amigos verdadeiros , qual o mergulhador em águas profundas, busca a melhores ostras para achar a pérola.O que resta, pode ser lindo qual o abalon, o nácar,a madrepérola, mas jamais terá o mesmo valor...Clevane Pessoa

Data da posse:18 de novembro de 2009

A água da Lua-Terezinka Pereira-Luágua-Clevane Pessoa





A prolífera e atenta sentinela do tempo Terezinka Pereira (*), da IWA, mineira que reside nos Estados Unidos e mantém intnsa atividade de disseminação das artes e das Letras, escreve muito e sempre gostamos de ler e publicar o que nos envia.

Luágua

Clevane Pessoa, para Terezinka Pereira.

A lua exerce um fascínio inconteste
não apenas aos poetas.
Infere na vida íntima das pessoas.
Regula marés e menstruações.
De/regula intenções e estados de ânimo e humor.
dela, conhecemos do suave luar ao palor
eclipdes, vaidade nos espelhos d'água,
ímã para o boto en/cantador
vir à terra de/florar(florescer?) donzelas
na Amazônia misteriosa.

meu amigo Claudio Márcio e eu, já tempos,
d/escrevemos luares,
rafael jesus Gonzalez, a cada plenilúneo,
mnda-me seus FULL MOON,
e já traduzi alguns desses seus poemas enluarados ...

Então, fico sabendo que sim , a encontram água na lua...
Quero ir lá tomar bnho de luágua!




PERGUNTAS SOBRE

A AGUA DA LUA


Quem deu aos americanos
o direito de colonizar
o Universo?

Quando eles terminarem
de consumir toda a agua
da America Latina e da Terra,
a quem vao dar de beber
a agua que agora
descobriram na Lua?

E se o resto do Planeta
morre de sede, quais serao
os imigrantes que vao
construir a canalizacao
e os reservatorios
do transparente tesouro lunar?

TERESINKA PEREIRA

PREGUNTAS SOBRE

EL AGUA DE LA LUNA


?Quien ha dado
a los americanos
el derecho de colonizar
el Universo?

Cuando ellos habran
consumido toda el agua
de Latinoamerica y de la Tierra,
?a quienes van a dar de beber
el agua descubierto en la Luna?

Si el resto del Planeta
se muere de sed,
?que inmigrantes van a construir
los conductores y los reservatorios
del transparente tesoro lunar?

TERESINKA PEREIRA

Depois da Poesia, a Ciência astronômica:

"Agência Espacial Européia descobre origem da água na Lua e, de quebra, encontra nova maneira de fazer imagens da superfície do astro.
Usando instrumento a bordo da nave Chandrayaan-1, da agência Espacial Indiana, os cientistas concluíram como provavelmente a água está sendo criada no satélite natural da Terra.




A Lua é como uma grande esponja que absorve partículas eletricamente carregadas liberadas pelo Sol. Esses prótons interagem com o oxigênio presente em alguns grãos de poeira da superfície lunar produzindo hidroxila e água.

Junto com a descoberta, os cientistas se depararam com outro mistério, afinal, nem todo próton é absorvido: um em cada cinco é rebatido de volta ao espaço. Nesse processo, o próton se junta a um elétron e se torna um átomo de hidrogênio.

Apesar de não saberem ainda o porquê desse acontecimento, cientistas já imaginam como ele pode ser aproveitado. Na Lua, o hidrogênio é rebatido com uma velocidade de 200 km/s e escapa sem ser desviado pela gravidade. O hidrogênio também e eletricamente neutro, e não é desviado pelos campos magnético do espaço, fazendo com que os átomos voem em linha reta – como os fótons fazem na luz.

Isso abre um novo caminho para imagens serem feitas já que, a princípio, cada átomo pode ter sua origem traçada. As áreas que emitissem mais hidrogênio apareceriam como as mais brilhantes."

Fonte:http://blogandoastronomia.blogspot.com/2009_10_01_archive.html

sábado, 21 de novembro de 2009

Lu Peçanha apresenta Arias Manzo







A fotógrafa Lu Peçanha,, ao lado de Luiz Arias Manzo, Chileno, Presidente de Poetas del Mundo, quando de sua ciita a belo Horioznte,em novembro de 2009, para o I Encontro Anual da entidade.


A minha amiga, psicóloga e fotpografa Lu Peçanha, pediu-me autorização , via telefone, para usar em seu blog, um de meus poemas, o qual, segundo ela, tem muito a ver com Atias Manzo, fotografado por ela.
Aquiesci e aqui está, mas você pode ver mais fotos no belo blog da bela Lu:


Para Ser Mais E Melhor


Olhar além dos limites, pois o ser humano

se quer ou lhe permitem ser invencível / ilimitada.

Olhar além das fronteiras

reduzindo / anulando as distâncias entre os povos da Terra,

mesclando culturas, miscigenando raças,

somando línguas, decodificando imagens...

Olhar além das nuvens ascendendo

Para o azul absoluto,

energizando-se no infinito

desinstalando-se de si

reencontrando as origens...

E percebemos cores, matizes, tons,

Reflexos, sombras, brilhos,

Formas, tamanhos, distâncias,

o Sol

e

a Lua...

Então, de tal forma nos deixamos

tomar condicionados a esses olhares

que às vezes perdemos a emoção

da re/ descobertas fazendo-nos perceber

dos anjos aos avatares,

e o sutil intervalo espaço / tempo

entre o nascer e o morrer...


Clevane Pessoa
"Quem é CLEVANE PESSOA? A psicóloga, a escritora, poeta, ilustradora, cyber-editora, conferencista e claro uma POETA DEL MUNDO, além de alguns etcéteras, que sempre gostou de escrever, desde muito jovem.
Através do seu poema "PARA SER MAIS E MELHOR", retirado de seu maravilhoso livro, OLHARES, TEARES, SABERES - A POÉTICA DO OLHAR, que muito contribuiu-me para uma visão além da fotografia, pude enxergar e definir o trabalho de LUIS ARIAS MANZO.
Meus agradecimentos a esta POETA DA ALMA, por sua autorização para a utilização de seu maravilhoso poema."

Foto: Lu Peçanha
Texto: Lu Peçanha
Poesia: Clevane Pessoa
Postado por Lucilene Peçanha às 01:51